Gonçalo de Oliveira
Acredita que compreender a história de uma criança é essencial para compreender os seus comportamentos — e que apoiar quem cuida é também uma forma de proteger quem cresce.
Pai de três, pela via da adoção
Nascido em Lisboa, em 1981, Gonçalo de Oliveira desenvolveu, desde muito jovem, uma profunda consciência sobre os desafios enfrentados por crianças e jovens em situações de vulnerabilidade. Aos 19 anos, iniciou o seu percurso como voluntário na associação Ajuda de Berço, uma experiência determinante que marcou o início de uma ligação duradoura às áreas da infância, da promoção e proteção de crianças e jovens e dos direitos da criança.
Em 2016, deu início ao seu primeiro processo de adoção, enquanto candidato singular, aprofundando simultaneamente o estudo sobre o impacto das experiências adversas na infância, particularmente em crianças com histórias de trauma, negligência, abandono e maus-tratos. O interesse pelos efeitos destas experiências no desenvolvimento infantil, na vinculação e na construção das relações familiares tornou-se um dos pilares do seu percurso pessoal, académico e profissional.
Em 2018, concretizou a sua primeira adoção, tornando-se pai pela primeira vez. Em 2023, a família cresceu com a chegada de mais um filho e uma filha. Hoje, é pai de três crianças pela via da adoção, uma experiência que acrescenta à sua formação uma perspetiva vivencial sobre os desafios, as transformações e as oportunidades da parentalidade.
É finalista da Licenciatura em Psicologia no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa. Concluiu a formação em Parent Effectiveness Training (P.E.T.), através da GATF – Departamento Gordon, e encontra-se a frequentar a certificação em Parentalidade Consciente, pelo Instituto CRIAP, no âmbito de formação certificada pela DGERT e creditada pela Ordem dos Psicólogos Portugueses.
Atualmente, desenvolve trabalho nas áreas da mentoria em adoção, orientação e acompanhamento parental, constelações sistémicas, com particular enfoque na parentalidade consciente, nas relações familiares e nas abordagens e cuidados sensíveis ao trauma.
O seu trabalho assenta na articulação entre o conhecimento científico, a experiência pessoal e uma visão humanista da infância, procurando contribuir para uma parentalidade mais consciente, informada e sensível às necessidades emocionais e relacionais das crianças.
Compreender a história de uma criança é essencial para compreender os seus comportamentos — e apoiar quem cuida é também uma forma de proteger quem cresce.